sábado, 14 de fevereiro de 2009

Elvis e Eu

Era 16 de agosto de 1977,um dia nublado e depressivo,que não era típico do sul da Califórnia.Quando saí de casa,havia uma quietude no ar,uma calma no estranha,que nunca mais experimentei desde então. Quase tornei a entrar,incapaz de reprimir a apreensão.Tinha uma reunião naquela manhã e por volta de meio-dia deveria me encontrar com minha irmã Michelle. A caminho de Hollywood,notei que a atmosfera não mudara.Parecia excepcionalmente silenciosa e depressiva,começara a chuviscar. Ao descer a Melrose Avenue, avistei Michelle parada na esquina,com uma expressão preocupada.
-Cilla,acabei de receber um telefonema de papai, disse ela, no instante em que parei o carro. Joe vem tentando entrar em contato com você. É alguma coisa com Elvis no hospital. Joe Esposito era o agente de shows e o braço direito de Elvis. Senti um choque. Se ele estava tentando entrar em contato comigo,então alguma coisa devia estar terrivelmente errada. Pedi a Michelle que pegasse seu carro e me seguisse até em casa.
Fiz uma volta em U no meio da rua e voltei para casa a toda velocidade, como uma louca. Todas as possibilidades imagináveis afloraram em minha cabeça. Elvis passara o ano inteiro entrando e saindo do hospital; houvera ocasiões em que nem mesmo estava doente,apenas se internava para descansar,escapar das tensões ou por puro tédio. Nunca por qualquer motivo mais sério.
Pensei em nossa filha, Lisa, que estava visitando Elvis em Graceland e deveria voltar para casa naquele mesmo dia. Oh, Deus,orei,por favor,faça com que tudo esteja bem. Não deixe que nada aconteça, por favor.
Avancei todos os sinais vermelhos e quase bati em uma dúzia de carros. Finalmente cheguei em casa; enquanto entrava pelo caminho,derrapando,podia ouvir o telefone tocando lá dentro. Por favor, não desligue, supliquei, saltando do carro e correndo para a porta...(CONTINUA)
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